A agência White Rabbit Budapest lidera campanha de nove universidades e instituições de ensino portuguesas que se uniram para combater a prática nociva do Cyberbullying na Europa. A ferramenta para ativar o comprometimento coletivo é a plataforma TermsAgainstBullying.com.

Três flamingos da Miami: Luis Paulo Gatti (professor), Kauê Barbosa e Rafael Bornacina (ex-alunos) junto com um time de profissionais brasileiros de criação figuram na ficha técnica: André Bueno, André Felix, Daniel Bensusan, Lee Monteiro, Marcos Mendes Tanaka.

Usando uma ferramenta de reconhecimento de operadoras móveis, o site  recebe as denúncias e envia ao órgão regulador do país da Europa correspondente ao número telefônico, que ficará responsável por cobrar a operadora de cumprir o que está no contrato: o cancelamento do contratante que praticou violência digital.

O site ainda apresenta os tipos de bullying para informar e ensinar todas as formas de violência digital que podem ser passíveis de denúncia. Uma das bases para endossar a campanha foi um estudo recém-publicado no Reino Unido que indicou que adolescentes que sofrem bullying apresentam até três vezes mais chances de tentar suicídio.

Não é de hoje que esse dado alarmante vem sendo discutido no mundo. Diversas frentes tentam lutar contra o bullying de forma passiva e informativa. Até o entretenimento já tentou alertar sobre a importância do assunto como na série 13 Reasons Why, da Netflix.  “Mas, infelizmente, os números de bullying não vem caindo. E por mais que a conscientização abra espaço para falar sobre o tema, o problema ainda está aí”, explica o comunicado divulgado pela agência húngara.

“O cyberbullying já é considerado uma das principais causas de depressão, tendências suicidas e traumas entre os jovens. A lei, em Portugal, já considera o bullying e o cyberbullying como crimes, puníveis com pena de prisão até cinco anos quando o agressor é maior de 16 anos.

No entanto, mesmo com a lei vigente, as vítimas são desacreditadas ou ficam com medo de denunciar, e os agressores permanecem impunes utilizando seus telemóveis como arma de disseminação de ódio”, prossegue o texto encaminhado pela White Rabbit Budapest .

“Encontramos, na arma do agressor, a sua maior fraqueza: todas as Telecoms do mundo contam nos “Termos & Condições” do contrato com uma cláusula anti violência que assegura, por lei, a rescisão do contrato daquele que se utiliza do serviço para agredir. Sabendo disso, criamos uma ferramenta digital que permite a vítima anonimamente denunciar o número do telemóvel do agressor. Essa inovadora ferramenta automaticamente identifica a empresa provedora de internet e mostra a seção do contrato onde essa cláusula se encontra. Com esses contatos e provas reais do cyberbulling cometido, as empresas responsáveis tem tudo o que precisam para identificar, rescindir contratos e expulsar de vez os Cyberbullies da internet”, comenta István Bracsok, CCO of White Rabbit Budapest.

Fonte: PROPMARK |  http://bit.ly/2MpEUti