A Miami Ad School sempre busca entender o mercado da criatividade para seguir inovando. Por isso, nosso time de professores conta com os melhores profissionais do mercado. Alguns deles, ainda em posição de coordenação, trabalhando no desenvolvimento de cursos exclusivos. Tudo sempre pensando em oferecer aos alunos o melhor conteúdo e a melhor experiência.

Hoje, damos destaque à coordenadora de Criação e Audiovisual da Miami Ad School São Paulo, Paula Vasone, que construiu o nosso novo curso Smartphone Production, unindo profissionais que são referência em suas áreas de atuação e nunca antes juntos em um programa acadêmico.

Na entrevista abaixo, a Paula fala sobre storytelling. Tema que tem bastante relação com a proposta desse novo lançamento da Miami Ad School.

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“O que é Storytelling e por que isso é importante para os criativos?”.


Como você se envolveu com o Storytelling?

– Paula: Eu passei por vários “mundos”. O da publicidade, de pesquisa de mercado Bottom of Pyramid, de produção para Stock Car… Sempre gostei de escrever. Até chegar na Miami Ad School para fazer o curso de Fotografia e Vídeo Digital. Foi lá, em Miami mesmo, que aprendi a enxergar as histórias que me rodeavam, a olhar e entender as pessoas com mais clareza. E a ver o poder das histórias na arte, na cultura, e na relação das pessoas com as marcas. Foi aí que tudo clicou para mim. As histórias geram empatia, curiosidade e compreensão. E hoje, eu vejo claramente que não importa qual mídia, qual plataforma, qual o meio. Da publicidade ao cinema, de uma campanha a um instagram story, um podcast ou foto série. O storytelling tem um poder único de CONEXÃO, de uma forma autêntica e duradoura.


Então afinal, o que é storytelling?

– Paula: É importante saber de onde o storytelling vem para entender o que é. Compartilhar histórias é a forma mais antiga de ensino e de conexão entre os seres humanos. Através delas, nós promovemos conceitos, transferimos valores. A história dá um contexto ou estrutura para as ideias que queremos passar adiante.  E o storytelling é uma resposta para perguntas do consumidor como: “Mas por que eu devo me importar com isso? Por que eu deveria ser fiel a essa marca e não àquela?”


E por que o storytelling é importante para os criativos?

– Paula: As marcas finalmente entenderam o valor disso na comunicação… E nos últimos anos, o Storytelling surge como uma antítese a uma tecnologia em constante evolução, e a uma infinitude de formatos e jeitos de contar histórias. Além disso, com o investimento na inteligência artificial e uso crescente de robôs, vários empregos ficarão obsoletos em 5 anos. O storytelling conecta tudo isso de uma forma positiva. E por enquanto, contar histórias ainda é uma especialidade reservada aos seres humanos.


Fale mais sobre essa relação da tecnologia com o Storytelling?

– Paula: As pessoas estão com sede de conexão. Por todas as coisas maravilhosas que a tecnologia nos deu, também existe um senso de isolamento, de ansiedade aumentada por ter tantas coisas na palma da mão, accessibilidade a tudo em todos os momentos. Você tem que estar disponível 24 horas por dia. As máquinas são “frias”, não são nada sem o que nós colocamos dentro delas, seja através de programação ou conteúdo. Então, o storytelling tem o poder de fazer esta ponte de conexão dentro da tecnologia, de trazer uma circularidade e senso do coletivo para o mundo binário. Tem muitos exemplos bons disso, como o crowdfunding. Você se apaixona por uma história que alguém conta num vídeo, contribui financeiramente para o projeto, vira um participante ativo na realização dele, e se sente parte do sucesso.  O storytelling está até nisso! É uma atividade que gera conexão, simples assim.


E como fazer essa conexão?

– Paula: Primeira coisa é entender que as pessoas querem uma conexão AUTÊNTICA. Querem algo real.  E o bacana é que esse movimento começou de baixo para cima mesmo, com a democratização da tecnologia e informação, onde o usuário agora é dono de sua própria narrativa. Os meios de comunicação estão espelhando isso cada vez mais, migrando pro digital, permitindo que o usuário crie conteúdo e interaja cada vez mais nas mídias. Então essa conexão depende também em falar a mesma “língua” que os consumidores. O vídeo vertical é um bom exemplo disso, com cada vez mais filmes e campanhas sendo gravados nesse formato.


Tem alguns cuidados a serem tomados?

– Paula: Sim! É muito importante para o criativo fazer uma distinção entre Nichos e Bolhas Culturais. O comunicador tem uma responsabilidade de considerar diferentes perspectivas e sair da sua própria bolha cultural, que todos estamos suscetíveis de uma forma ou outra, especialmente com search engines customizando nossas buscas e gerando resultados que confirmem as nossas “verdades”. Dito isso, o storytelling fica muito mais poderoso e eficiente quando você fala diretamente com um nicho ou segmento específico.


E para as marcas?

– Paula: Diversidade e representatividade! Hoje em dia, uma marca que está fora disso já é considerada alienada para muitos consumidores. O mundo da criação só ganha com a inclusão de minorias e segmentos da sociedade até agora um pouco ignoradas. Ou seja, ter diversidade e representatividade tanto dentro da empresa, na equipe mesmo, quanto ter isso refletido em campanhas e histórias é um caminho natural e positivo. Os consumidores agradecem. Outra coisa é ressaltar que o storytelling não é uma resposta para todos os desafios da comunicação. Ele pode fazer parte de uma campanha de branded content? Pode. Mas storytelling não é branded content. É criação de conteúdo? É por que você gerou um conteúdo. Mas também é muito mais específico do que isso.


Alguma dica rápida para os criativos que querem se especializar nisso?

– Paula: Utilize o storytelling para ressignificar algo na comunicação. É uma ferramenta muito poderosa para subverter estereótipos, e realmente mostrar para as pessoas como enxergar as coisas de um jeito diferente. E o mais importante é lembrar que as pessoas são o coração do storytelling, então saiba que VOCÊ importa! A sua história de vida, o seu trajeto e tudo que você fez até agora são uma parte essencial do que você vai trazer para o storytelling no futuro. Valorize isso em você mesmo em primeiro lugar, o resto vai se encaixando.


Resumido em uma frase então, o storytelling é?

– Paula: Passar conhecimento num contexto social. É a atividade de contar ou recontar algo, sobre o que é importante para nós, que gere conexão e reflexão, e quem sabe até mude o mundo?

 

Essa entrevista é a primeira parte da série Criativo também é Storyteller. Em breve, disponibilizaremos o segundo episódio. ; )

Enfim! Compartilhar histórias é se conectar, criar uma narrativa que converse com as pessoas e o mundo ao seu redor. Nesse contexto, além do Pocket Smartphone Production, a Miami Ad School acaba de lançar o Bootcamp de Branded Entertainment & Content.

Você quer se aprofundar na arte do storytelling? Escolha o seu caminho através do curso que melhor se encaixa em seu momento de carreira e expectativas. Smartphone Production ou Branded Entertainment & Content: conheça as propostas de cada um e #vemsermiami.

Aqui é assim. Você desejou. A Miami fez!

Quer mais informações? Mande um e-mail para relacionamento@miamiadschool.com e converse com a Vanessa.